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Parlamento confirma Takaichi como primeira-ministra do Japão

Mundo

18 de fevereiro de 2026

Parlamento confirma Takaichi como primeira-ministra do Japão
Aos 64 anos, Takaichi consolidou seu poder após conquistar a maioria de dois terços do Parlamento
Foto : AFP

Câmara Baixa do Japão confirmou formalmente, nesta quarta-feira (18), Sanae Takaichi como primeira-ministra. Aos 64 anos, Takaichi consolidou seu poder após conquistar a maioria de dois terços do Parlamento nas eleições antecipadas de 8 de fevereiro. Primeira mulher a governar o País desde outubro, ela assume o mandato com o desafio de conciliar o fortalecimento militar com a recuperação da segunda maior economia da Ásia, sob forte pressão inflacionária.

A agenda de Takaichi prevê o reforço do Exército japonês e a criação de uma Agência Nacional de Inteligência, além de discussões sobre uma nova lei antiespionagem. Suas declarações anteriores sobre uma possível intervenção militar em defesa de Taiwan estremeceram as relações com Pequim, resultando em uma queda de 60,7% no turismo chinês em janeiro. Mesmo diante da crise demográfica e da falta de mão de obra, a premiê também prometeu endurecer as leis migratórias para proteger a soberania nacional.

Política fiscal e inflação

Para aliviar o custo de vida das famílias, Takaichi planeja suspender por dois anos o imposto sobre o consumo de alimentos. A medida, embora popular, gera cautela nos mercados e alertas do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o impacto na dívida pública e no pagamento de juros. Em seu discurso de diretrizes políticas, previsto para sexta-feira, a premiê deve propor uma política fiscal “responsável” e a criação de um conselho nacional para discutir o financiamento da Previdência Social de uma população em rápido envelhecimento.

A primeira missão imediata do novo governo será a aprovação do orçamento nacional, atrasado pelo pleito eleitoral. Paralelamente, a coalizão governista pretende acelerar debates sobre reformas constitucionais e a sucessão na família imperial. Takaichi e o Partido Liberal Democrático (PLD) mantêm oposição a uma imperatriz mulher, defendendo mudanças nas regras que permitam apenas a entrada de novos integrantes masculinos para garantir a continuidade da dinastia.

Fonte: Correio do Povo