IGP faz nova perícia em carro, e polícia aprofunda investigações para localizar família desaparecida
12 de fevereiro de 2026
O titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), delegado Anderson Spier confirmou, nesta manhã, que peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) estiveram pela segunda vez na casa de Silvana Germann Aguiar, 48 anos, no bairro Granja Esperança, fazendo nova coleta de material no carro de propriedade da vendedora. O desaparecimento dela e dos pais Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, já completa mais de duas semanas e segue causando comoção entre a vizinhança.
No início da semana a polícia prendeu temporariamente o policial militar, que é ex-marido de Silvana, pela suspeita de envolvimento no sumiço da família. “A prisão aconteceu para que ele possa colaborar com as investigações. A temporária, que tem um prazo de 30 dias, é uma ferramenta para dar mais celeridade aos trabalhos da polícia. Caso necessário, pode ser convertida em prisão preventiva.” O delegado trata o caso como feminicídio e duplo homicídio.
Spier explica que o desentendimento mais latente entre Silvana e o ex-marido era por conta da criação do filho, de 9 anos. “O que tornava a relação de ambos mais tumultuada era o fato das restrições alimentares do menino”, disse. Spier confirmou ainda que no momento da prisão, o PM teve o telefone apreendido. “Não apenas o telefone, mas todos equipamentos e dispositivos eletrônicos que estavam na casa, como notebooks, pendrives e HD. O celular da atual companheira também foi recolhido. Tudo foi encaminhado para perícia.” Segundo ele, os conteúdos extraídos dos equipamentos podem ser fundamentais para dar novos rumo às investigações.
O delegado regional confirmou ainda que desde que a família desapareceu o PM estava de posse das chaves dos imóveis de Silvana e dos pais da vendedora. O suspeito teve acesso às residências por mais de uma vez. “Solicitamos a ele a entrega das chaves. Entretanto, em um dos depoimentos que ele foi intimado a comparecer, ele chegou à delegacia sem elas. Uma viatura da polícia acompanhou a esposa do PM até a casa do ex-marido para restituir as chaves dos imóveis da família desaparecida.” Spier destaca que o PM, depois de detido, se resguardou ao direito de se manter calado. A polícia investiga a possibilidade da participação de outras pessoas no crime.
Defesa afirma que não teve acesso aos autos
O advogado responsável pela defesa do policial militar, Jeverson Barcellos, informou que ainda não teve acesso aos autos e a nenhum documento da investigação. “Estou fazendo um requerimento para ter acesso a documentação e buscando informações na delegacia. O que sei até agora é o que foi veiculado pela imprensa. O processo está em sigilo.” Segundo o advogado, ele já está listando algumas testemunhas importantes para a defesa e placas de veículos requisitadas pelo delegado. “Estamos colaborando da melhor forma possível. Trata-se de um processo complexo e de uma situação que vem se desenhando grave.” Barcellos informou ainda que a família do PM não quer se manifestar publicamente sobre o caso.
Fonte: Correio do Povo