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Sindicar orienta empresas e cobra melhorias nas rodovias da região

Carazinho, De Olho na Rua

10 de fevereiro de 2026

Sindicar orienta empresas e cobra melhorias nas rodovias da região
Presidente Moisés Santos destaca atuação do sindicato, serviços aos transportadores e preocupação com pedágios e infraestrutura viária
Foto: Divulgação/Sindicar

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Carazinho e Região (Sindicar) atua há mais de duas décadas na defesa e no fortalecimento do setor de transporte rodoviário de cargas. Em entrevista ao Grupo Ceres de Comunicação, o presidente da entidade, Moisés Santos, falou sobre o papel do sindicato, os serviços oferecidos aos associados e as principais pautas que mobilizam o setor atualmente.

Fundado em 2002, inicialmente como associação, o Sindicar obteve sua carta sindical em 2005 e, em 2025, completou 20 anos de atuação. A entidade possui sede própria em Carazinho, localizada na Rua Flores da Cunha, nº 71, e representa empresas formalizadas, todas com CNPJ, que atuam no transporte de cargas no município e em diversas cidades da região.

Segundo Moisés Santos, uma das principais missões do sindicato é levar informação e conhecimento aos gestores, diretores e empresários do setor. “Temos a obrigação de manter nossos associados atualizados sobre tudo o que envolve o transporte de cargas, seja em nível municipal, estadual ou federal, como legislação trabalhista, tributação, condições das rodovias e demais normas que impactam diretamente a atividade”, explicou.

Entre os serviços prestados, o Sindicar é responsável pelo cadastro das empresas e das frotas na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), procedimento obrigatório para que o transportador possa operar legalmente. O registro garante mais segurança jurídica e auxilia na identificação dos veículos, contribuindo inclusive para a prevenção de crimes, como o roubo de cargas. Atualmente, todo o processo é feito de forma digital, facilitando o acesso dos transportadores, especialmente após as mudanças adotadas no período pós-pandemia.

Pedágios e condições das rodovias preocupam o setor

Durante a entrevista, Moisés Santos também destacou a forte atuação do sindicato nas discussões sobre pedágios e infraestrutura viária no Rio Grande do Sul. Ele relatou reuniões realizadas com o governador do Estado e com o secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, nas quais o Sindicar tem cobrado não apenas novos investimentos, mas principalmente a conservação das rodovias do interior.

“O transporte de cargas depende diretamente de estradas em boas condições. Temos trechos extremamente preocupantes, como Carazinho–Não-Me-Toque, Sarandi, Ronda Alta, Rondinha, além de ligações importantes como Tio Hugo–Cruz Alta. São vias com muitos buracos, sem conservação adequada e com alto risco de acidentes”, afirmou.

O sindicato se posiciona favoravelmente à duplicação de rodovias, desde que os contratos com concessionárias tenham preços módicos e fiscalização rigorosa. Moisés relembrou experiências negativas do passado, em que pedágios foram cobrados sem que as obras prometidas fossem executadas, reforçando a necessidade de segurança jurídica e acompanhamento permanente dos contratos.

Duplicação da BR-386 e cobrança às concessionárias

Outro ponto abordado foi a duplicação da BR-386, obra considerada estratégica para a região. O presidente do Sindicar demonstrou preocupação com os atrasos e com a possibilidade de prorrogação do prazo de conclusão, inicialmente previsto até Carazinho. Segundo ele, a entidade tem cobrado com veemência a concessionária CCR Via Sul e o governo federal para que os compromissos assumidos sejam cumpridos.

“Quando a CCR esteve aqui em Carazinho, prometeu a conclusão de trechos como Fontoura Xavier e Soledade, mas isso ainda não aconteceu. Se não cobrarmos, o interior acaba ficando esquecido”, ressaltou.

Convenções coletivas e equilíbrio no setor

Além da defesa institucional, o Sindicar também é responsável pela negociação das convenções coletivas de trabalho, realizadas anualmente a partir do dia 1º de maio. Esses acordos definem salários, vale-alimentação, jornada de trabalho e outras condições, buscando o equilíbrio entre empregadores e trabalhadores.

Ao final da entrevista, Moisés Santos agradeceu ao Grupo Ceres de Comunicação pelo espaço e reforçou que o sindicato está sempre de portas abertas para receber transportadores e empresas da região. “Nossa estrutura está preparada para atender bem. Convidamos todos a conhecerem a sede, tomar um café conosco e entender melhor o trabalho que o sindicato desenvolve”, concluiu.