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Uniforme do Brasil combina tecnologia e design autoral

Notícias

09 de fevereiro de 2026

Uniforme do Brasil combina tecnologia e design autoral
Delegação do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Milano Cortina 2026
Foto : Moncler / Getty Images / Divulgação

Exibido na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, o uniforme do Brasil chamou atenção pela combinação entre tecnologia têxtil de alto desempenho, design autoral e identidade cultural. As peças foram desenvolvidas pela Moncler como patrocinadora oficial do Comitê Olímpico do Brasil, em colaboração com o designer Oskar Metsavaht e sob direção criativa de Remo Ruffini.

Usadas pelos atletas do Team Brasil e pelos porta-bandeiras Lucas Pinheiro Braathen e Nicole Silveira, as criações foram pensadas especificamente para as cerimônias de abertura e encerramento, unindo performance para frio extremo e uma leitura contemporânea da Brasilidade em um dos palcos mais simbólicos do esporte mundial.

Tecnologia com DNA alpino

Inspiradas no DNA alpino da Moncler, as peças reinterpretam a jaqueta Karakorum, um dos ícones históricos da marca, criada originalmente para a primeira expedição italiana ao K2. Essa referência técnica e simbólica orienta toda a construção dos uniformes apresentados em Milano Cortina 2026.

Os mantos e casacos são confeccionados no nylon laqué reciclado característico da Moncler, material que combina desempenho térmico, leveza e resistência, adequado para enfrentar condições climáticas extremas. Detalhes funcionais, como capuz amplo, fechamento de botões duplos e construção volumosa, reforçam a proteção sem comprometer mobilidade e conforto.

Design autoral e leitura contemporânea do Brasil

A contribuição criativa de Oskar Metsavaht aparece desde os primeiros esboços até o refinamento final das peças. Nos porta-bandeiras, mantos longos, brancos e volumosos criam uma silhueta fluida e imponente, pensada para gerar movimento durante o desfile. No interior de cada manto, a bandeira brasileira surge em uma elaboração em intarsio, revelada à medida que os atletas avançam pela arena.

A paleta cromática dialoga diretamente com as cores nacionais. Enquanto os porta-bandeiras vestem branco e verde, os demais integrantes do Team Brasil desfilam em tons de azul e verde. As peças trazem ainda a estrela brasileira, o escudo do Comitê Olímpico do Brasil e o logo da Moncler, reforçando a identidade visual do conjunto.

Performance, estilo e trajetória compartilhada

Mais do que uma colaboração pontual, o projeto carrega uma dimensão simbólica. Oskar Metsavaht tem uma trajetória diretamente ligada aos esportes de inverno: em 1997, representou o Brasil em uma competição FIS de snowboard slalom gigante, no Chile. Seu primeiro projeto de vestuário, inclusive, foi uma jaqueta criada para uma expedição nos Andes, origem de um diálogo duradouro entre design, esporte e atividades outdoor.

Para a Moncler, a parceria marca o retorno da marca às Olimpíadas quase seis décadas após sua última participação, em Grenoble, em 1968. Em Milano Cortina 2026, esse passado é revisitado sob uma ótica contemporânea, em que performance técnica e sofisticação estética caminham juntas.

Fonte: Correio do Povo