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Novo medicamento reduz em 26% risco de novo AVC em pacientes que já tiveram a doença

Saúde

06 de fevereiro de 2026

Novo medicamento reduz em 26% risco de novo AVC em pacientes que já tiveram a doença

Um novo comprimido em fase avançada de testes clínicos demonstrou reduzir em 26% a ocorrência de novos acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em pessoas que já sofreram um episódio da doença. Os resultados foram apresentados na International Stroke Conference, realizada em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

De acordo com a Associação Americana do Coração, cerca de um em cada quatro pacientes que tiveram AVC pode sofrer um novo episódio. O medicamento, chamado asundexian e desenvolvido pela Bayer, é de uso diário e foi testado em aproximadamente 12 mil pacientes, em 37 países, em um estudo controlado por placebo.

Um dos principais destaques da pesquisa foi o perfil de segurança do tratamento. Diferentemente de terapias anteriores, o uso do comprimido não aumentou o risco de sangramentos intracranianos, um dos efeitos adversos mais temidos nesse tipo de tratamento.

Os participantes do estudo haviam sofrido AVC isquêmico não-cardioembólico, ou seja, sem relação com causas cardíacas como arritmias. Também foram incluídas pessoas que passaram por ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como mini-AVC, que não provoca danos permanentes ao cérebro.

“Um AVC é um evento que muda a vida dos pacientes e representa um grande problema de saúde pública. Os resultados demonstram uma redução significativa no risco de um novo AVC, com efeito terapêutico sustentado e sem aumento de sangramentos graves”, afirmou o investigador principal do estudo Oceanic-Stroke, Mike Sharma.

Realizada entre 2022 e 2025, a pesquisa corresponde à fase 3 de testes clínicos. Para que o medicamento seja disponibilizado aos pacientes, ainda será necessária a aprovação de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos.