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Entenda mais sobre os recentes casos de violência contra cachorros

Notícias

29 de janeiro de 2026

Entenda mais sobre os recentes casos de violência contra cachorros
Casos recentes de violência contra cães comunitários mobilizam autoridades em três estados do país
Foto : Rafael Pinheiro / Proteção e Defesa Animal de Toledo / Redes Sociais / Divulgação

Uma sequência de casos de maus-tratos e violência contra cães comunitários em diferentes estados brasileiros tem gerado comoção nacional e mobilizado autoridades para apuração dos crimes. Três casos recentes ganharam destaque e provocaram manifestações nas redes sociais e pedidos de justiça por parte de moradores, artistas e autoridades.

Conheça os três casos que chocaram o país e o andamento das investigações:

O caso Orelha

Em Florianópolis, Santa Catarina, o cão comunitário Orelha foi brutalmente agredido por um grupo de adolescentes no início do mês. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o animal sofreu agressões na região da cabeça e precisou ser submetido à eutanásia durante atendimento veterinário devido à gravidade das lesões.

A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de terem agredido o cão com a intenção de matá-lo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos, resultando na apreensão de celulares e notebooks. Não houve prisões por se tratarem de menores de idade.

Posteriormente, três familiares dos adolescentes foram indiciados por coação de testemunhas. A defesa de dois dos envolvidos alega que “não há vídeos ou imagens que comprovem o suposto ato de maus-tratos” e ressalta a necessidade de análise formal das evidências. Dois inquéritos foram abertos: um sobre a morte do animal e outro pelo crime de coação.

O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

O caso Abacate

Na mesma semana da repercussão do caso Orelha, o cão Abacate foi baleado em Toledo, no oeste do Paraná. O animal, que era cuidado por moradores do bairro Tocantins, foi encontrado ferido na manhã de terça-feira, 27, e levado a um hospital veterinário particular.

Apesar de passar por cirurgia de emergência, Abacate não resistiu. A bala perfurou seu intestino, e o cão morreu devido aos ferimentos. A coordenadora de Proteção e Defesa Animal do município, Cinthia Moura, encaminhou o caso à Polícia Civil do Paraná, que trabalha para identificar os responsáveis. Quando encontrados, serão autuados por maus-tratos com intenção de matar.

O caso Negão

Em Campo Bom, no Vale dos Sinos (RS), o cão comunitário Negão, considerado idoso e extremamente dócil, foi alvejado por tiros de borracha na noite de terça-feira por um policial militar durante uma abordagem a um grupo de jovens na Travessa Pio XII, localidade da Barrinha.

O animal, com mais de 8 anos, está internado em clínica particular, onde recebeu limpeza dos ferimentos, medicação e tratamento adequado. Segundo a vereadora Kayanne Braga, da ONG Campo Bom Pra Cachorro, Negão passou bem pela primeira noite e já se alimentou. Exames de raio X foram realizados para verificar possíveis lesões internas ou ósseas.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou à Brigada Militar a imediata apuração dos fatos. A Corregedoria-Geral da BM investigará as circunstâncias da abordagem, a atuação dos policiais e a alegação de que o policial teria sido atacado pelo cão.

Fonte: Correio do Povo