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Cartório eleitoral alerta eleitores sobre prazos, fake news e regras para as eleições de 2026

Eleições

22 de janeiro de 2026

Cartório eleitoral alerta eleitores sobre prazos, fake news e regras para as eleições de 2026

Com a aproximação das eleições de 2026, a Justiça Eleitoral já iniciou as primeiras etapas de organização do processo eleitoral. Em entrevista ao Grupo Ceres de Comunicação, o chefe do Cartório Eleitoral de Não-Me-Toque, Daniel Lima, reforçou a importância de os eleitores regularizarem a situação junto à Justiça Eleitoral o quanto antes, destacando que o prazo final para ajustes no título é 6 de maio.

Segundo Daniel, esse é o limite legal para transferência de domicílio eleitoral, regularização de pendências e atualização de dados, incluindo a biometria. Após essa data, o cadastro eleitoral é fechado para que as informações sejam processadas e inseridas nas urnas eletrônicas. “Pedimos que o eleitor não deixe para a última hora. Em abril e início de maio, as filas aumentam e muitos casos poderiam ser resolvidos de forma simples pelo aplicativo ou site do TSE”, alertou.

Entre as pendências mais comuns estão multas por ausência nas últimas eleições. De acordo com o chefe do cartório, a consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral ou diretamente no cartório. “Na maioria dos casos, o eleitor consegue emitir a multa, pagar via Pix e regularizar a situação em poucos minutos”, explicou.

Daniel também fez um alerta importante sobre golpes, especialmente por mensagens de WhatsApp ou e-mail. Ele reforçou que a Justiça Eleitoral não envia boletos, links de pagamento ou solicitações financeiras de forma espontânea. “Se a pessoa não entrou em contato com o cartório, qualquer cobrança recebida é golpe”, enfatizou.

Outro ponto de atenção para as eleições de 2026 é o avanço das fake news, especialmente com o uso de inteligência artificial. Segundo Daniel Lima, esse será um dos maiores desafios da Justiça Eleitoral neste pleito. Ele afirmou que o TSE já conta com grupos de trabalho específicos e sistemas voltados à identificação de conteúdos falsos. “A expectativa é de crescimento significativo desse tipo de material, e a Justiça Eleitoral está se preparando para garantir a transparência e a lisura do processo”, disse.

Durante o período eleitoral, denúncias de propaganda irregular e desinformação poderão ser feitas pelo aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral. No entanto, Daniel pediu responsabilidade no uso da plataforma. “O aplicativo deve ser usado com prudência. Muitas denúncias infundadas acabam dificultando o trabalho de fiscalização”, destacou.

Sobre a segurança da urna eletrônica, o chefe do cartório reforçou que o sistema brasileiro é um dos mais seguros do mundo. Ele explicou que todo o processo, desde a preparação das urnas até a emissão dos boletins de votação, é público e auditável. “São várias camadas de segurança, com testes, auditorias, participação do Ministério Público, da OAB e acompanhamento da imprensa. Tudo é transparente”, afirmou.

Na circunscrição de Não-Me-Toque, que abrange cinco municípios, atualmente são 23.146 eleitores aptos, sendo 13.259 apenas em Não-Me-Toque. A expectativa é que esse número aumente após o fechamento do cadastro eleitoral. Para atender a demanda, a Justiça Eleitoral trabalha com cerca de 72 urnas em operação, além de equipamentos de contingência, e uma logística planejada para garantir agilidade no dia da votação.

Daniel também falou sobre a convocação de mesários, que deve iniciar entre março e abril. Ele lembrou que a atuação é uma obrigação legal, embora muitos atuem de forma voluntária e recorrente. “Quem participa do processo confia na urna, porque conhece como tudo funciona”, destacou.

Outro ponto reforçado foi a proibição do uso de celulares dentro da cabine de votação. O eleitor deve deixar o aparelho com o mesário antes de votar. O uso do celular para fotografar ou filmar o voto configura crime eleitoral. “A medida existe para preservar o sigilo do voto e evitar práticas ilegais, como a compra de votos”, explicou.

Ao final da entrevista, Daniel Lima deixou um recado direto ao eleitor. “Regularize sua situação o quanto antes. Nada é mais frustrante do que chegar no dia da eleição e descobrir que não pode votar. O voto é um direito e não deve ser perdido por descuido”, concluiu.

Ouça a entrevista: