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Ibovespa bate os 170 mil pontos pela primeira vez na história

Economia

21 de janeiro de 2026

Ibovespa bate os 170 mil pontos pela primeira vez na história
Por volta das 13h, o principal índice da bolsa subia cerca de 2,18%, enquanto o dólar operava em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,3282
Foto: ABr

O Ibovespa bateu os 170 mil pontos pela primeira vez na história nesta quarta-feira (21), impulsionado pela entrada de investidores estrangeiros e pela valorização das ações de grandes empresas brasileiras. Por volta das 13h, o principal índice da bolsa subia cerca de 2,18%, enquanto o dólar operava em queda de 0,98%, cotado a R$ 5,3282.

“Com a maior aversão ao risco causada pela tensão entre EUA e Europa em torno da Groenlândia, investidores estrangeiros passaram a olhar outros mercados. Parte desse fluxo veio para o Brasil, onde as maiores empresas — as chamadas blue chips, como Itaú, Vale, Bradesco, Eneva e Petrobras — são vistas como mais resilientes”, afirma o economista Felipe Tavares.

“Um fator que impulsiona a bolsa também é a pesquisa Atlas mostrando Flavio Bolsonaro mais próximo de Lula, trazendo mais otimismo no cenário de alternância de ciclo político.”

Com poucos indicadores econômicos, o mercado voltou a atenção para a política. No exterior, investidores acompanharam o discurso de Donald Trump em Davos. No Brasil, pesou a decisão do BC (Banco Central) de decretar a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controladora do Will Bank.

Em uma sessão marcada por agenda econômica esvaziada, os investidores acompanham o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A participação ocorre em meio a um ambiente de tensões diplomáticas recentes.

Na véspera, Trump elevou o tom ao defender a aquisição da Groenlândia e ameaçar tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes franceses, após Emmanuel Macron rejeitar integrar o “Conselho de Paz” proposto para Gaza.

Ainda nos EUA, a Suprema Corte realiza ao meio‑dia uma audiência sobre a tentativa de Trump de demitir Lisa Cook da diretoria do Federal Reserve (Fed). O caso pode abrir precedente jurídico e colocar à prova a independência do banco central americano.

No Brasil, o Banco Central decretou nesta quarta‑feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, controladora do Will Bank, sediada em São Paulo e integrante do grupo Banco Master.

Segundo o BC, a medida foi tomada por causa do comprometimento da situação econômica da instituição e da incapacidade de honrar dívidas, em razão do vínculo de interesse e da influência exercida pelo Banco Master, liquidado em novembro.

Fonte: Redação O Sul