Abertura da Colheita da Oliva muda para abril e adota formato voltado a negócios
20 de janeiro de 2026
A 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva no Rio Grande do Sul será realizada no dia 17 de abril, no município de Triunfo (RS), na propriedade do Azeite Milonga. A edição marca uma mudança no calendário e no conceito do evento, que tradicionalmente ocorria no mês de fevereiro.
A alteração foi definida pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A proposta é ampliar a participação dos produtores e reposicionar a Abertura da Colheita como uma feira voltada à geração de negócios para a cadeia da olivicultura.
Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a mudança atende a uma necessidade prática do setor. Ele explica que, em fevereiro, os produtores estão no início da colheita e concentrados nos pomares, o que limita a presença dos titulares das marcas de azeite. “Buscamos, junto com o governo do Estado, uma mudança da data para que haja uma participação mais efetiva dos produtores. Em fevereiro eles estão mergulhados dentro dos seus pomares, iniciando a colheita, que neste ano deve se estender até o final de abril ou começo de maio”, afirma.
Com o novo formato, o evento deixa de ter caráter apenas simbólico e passa a funcionar como uma feira de negócios. A programação prevê a participação de bancos de fomento, fornecedores de máquinas e equipamentos para cultivo e colheita, insumos para os pomares, soluções biológicas, sistemas de polinização, defensivos e fornecedores de mudas. Também estão previstos equipamentos para lagares, engarrafamento, rotulagem, frascos e embalagens, além de empresas de transporte, varejistas e distribuidores de alimentos.
Para Obino Filho, o reposicionamento amplia o papel da Abertura da Colheita dentro do setor. “Nós temos que pensar esse evento como uma oportunidade de negócios e não apenas como um ato simbólico de início da colheita. No novo formato, a festa será uma feira em que toda a cadeia poderá fazer negócios diretamente com os produtores”, destaca.
A edição de 2026 ocorre em um cenário de expectativa positiva para o setor, com projeção de safra recorde no Estado. Conforme os organizadores, a realização ao final da colheita também permitirá a apresentação e a comercialização de azeites novos produzidos no início da safra, ampliando o potencial econômico do evento.