Polícia alerta para golpe do falso emprego envolvendo cursos pagos
19 de janeiro de 2026
Criminosos têm se aproveitado da busca por uma recolocação no mercado de trabalho para aplicar golpes, especialmente por meio de falsas ofertas de emprego. Uma mulher perdeu R$ 700 após ser enganada com a promessa de uma vaga em um hospital de Porto Alegre.
A vítima, que preferiu não se identificar, relata que estava enviando currículos diretamente para instituições de saúde quando recebeu o contato de um suposto recrutador. Ele afirmou que havia uma vaga disponível no Hospital Divina Providência, na capital gaúcha.
Durante a conversa, o golpista questionou se a candidata possuía um curso específico exigido para a função. Ao saber que ela não tinha a qualificação, ofereceu o curso pelo valor de R$ 350. Após o pagamento via Pix, o criminoso alegou que a transação não havia sido concluída e solicitou um novo envio do valor, causando o prejuízo total de R$ 700.
Somente depois a mulher percebeu que se tratava de um golpe e que a vaga e o curso oferecidos não existiam.
Polícia faz alerta
De acordo com a Polícia Civil, o chamado golpe do falso emprego segue um padrão: os criminosos anunciam uma vaga, exigem uma qualificação específica e, em seguida, oferecem um curso pago como condição para a contratação. Após o pagamento, o contato é interrompido.
Segundo o delegado Thiago Albeche, diretor de inteligência do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a estrutura do golpe é recorrente. “O que muda é a instituição, o formato e a justificativa apresentada, mas geralmente se exige alguma qualificação que a pessoa não tem, e então os criminosos oferecem um curso”, explica.
A orientação da Polícia é que, ao receber uma proposta de emprego, o candidato entre em contato diretamente com a empresa citada para confirmar a existência da vaga e o processo oficial de contratação.
“Os golpes sempre trazem uma grande vantagem ou criam uma sensação de urgência, fazendo a pessoa acreditar que, se não agir rápido, vai perder uma oportunidade”, alerta o delegado.
O que diz o hospital
Em nota, o Hospital Divina Providência informou que criou um comitê de crise permanente, envolvendo setores como Segurança, Comunicação, Jurídico e lideranças das áreas assistenciais, além do Comitê Gestor. A instituição também afirmou que desenvolveu um plano de ação para combater o uso indevido de seu nome em golpes e orientar a população.