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SAMU de Carazinho fecha 2025 com aumento nos atendimentos e alerta para prevenção

Saúde

08 de janeiro de 2026

SAMU de Carazinho fecha 2025 com aumento nos atendimentos e alerta para prevenção
Foto: Divulgação

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Carazinho fechou 2025 com aumento de aproximadamente 8% no número de atendimentos em relação ao ano anterior. A unidade, que é gerida pelo Hospital de Clínicas de Carazinho (HCC), atua tanto no município quanto na região, incluindo trechos das BRs 285 e 386, rodovias federais com grande fluxo de veículos.

Segundo o coordenador e enfermeiro responsável pelo SAMU, Cleverson Metzdorf, o crescimento está relacionado, principalmente, ao aumento de acidentes de trânsito, especialmente no período de final de ano, quando o movimento nas rodovias se intensifica. “A gente sabe que, nesse período de festas, o fluxo de veículos aumenta muito e, com isso, a demanda por atendimentos praticamente dobra”, explicou.

Além dos acidentes, o levantamento anual do serviço aponta elevação nos atendimentos clínicos e também um leve crescimento em ocorrências envolvendo agressões. Casos de ferimentos por arma branca e por arma de fogo também apresentaram aumento ao longo do ano, tanto na cidade quanto na região atendida pelo SAMU de Carazinho.

Outro dado que chama a atenção da equipe é o crescimento significativo dos atendimentos relacionados a surtos psicóticos. De acordo com Metzdorf, esse tipo de ocorrência vem aumentando de forma constante nos últimos três anos, com maior incidência após a pandemia da Covid-19. “Hoje, o surto psicótico é uma das principais demandas do nosso atendimento. A gente percebe isso principalmente entre jovens”, destacou.

O enfermeiro explica que não é possível atribuir uma única causa ao problema, mas fatores como estresse, rotina acelerada, dificuldades financeiras e o uso de drogas aparecem com frequência associados aos casos. “São questões que precisam ser estudadas e, principalmente, encaradas com preocupação”, afirmou.

Diante do cenário de crescimento nas ocorrências, o profissional reforça que a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir os números. Para ele, o trabalho precisa começar ainda na escola, com ações educativas voltadas às crianças. “A criança aprende na escola e leva essa informação para casa, influencia a família e ajuda a mudar comportamentos”, ressaltou.

Metzdorf também defende campanhas mais robustas de conscientização no trânsito e maior envolvimento da comunidade. “Não adianta termos várias ambulâncias se não houver conscientização. A mudança precisa vir do comportamento das pessoas”, concluiu.