Fraude do INSS: aposentados têm até fevereiro para pedir ressarcimento
07 de janeiro de 2026
Os aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto, Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os pedidos.
De acordo com Waller, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.
O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.
Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.
Como consultar o desconto
- Acesse o aplicativo Meu INSS, com o CPF e senha do beneficiário;
- Clique no serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”;
- Neste canal, aparecerá o nome da entidade que fez o desconto e, também, as opções para informar se o débito foi de fato autorizado.
De acordo com o governo federal, o aplicativo Meu INSS está disponível gratuitamente para download nas plataformas App Store (para celulares iOS) e Google Play Store (para celulares Android).
- Após baixar o aplicativo no celular, o usuário deve criar uma conta com login e senha, informando o número do CPF;
- Durante o cadastro, é preciso responder a perguntas sobre os dados pessoais do beneficiário e criar uma senha com os seguintes requisitos: de 8 a 70 caracteres; pelo menos uma letra maiúscula e uma minúscula; pelo menos um número; pelo menos um símbolo (ex: @ ! & *);
- Vale também fornecer os dados de contato, como e-mail e telefone, para o recebimento de notificações e a recuperação de senha do aplicativo, caso necessário.
- O beneficiário também pode criar uma conta no “Meu INSS” por meio de internet banking de bancos credenciados. Para isso, é preciso acessar a opção “Entrar com seu banco” no aplicativo ou site. (Com informações dos portais de notícias Agência Brasil e Valor Investe)
Fonte: O Sul