Trump diz que EUA não estão em guerra com a Venezuela durante entrevista
06 de janeiro de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país não está em guerra com a Venezuela, após realizar uma operação para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, no sábado (3).
A declaração foi feita durante uma entrevista para a emissora americana NBC News, na segunda-feira (5).
“Não, não estamos”, disse Trump ao ser questionado sobre um possível conflito com a Venezuela. “Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia as próprias prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos.”
Durante a entrevista, o presidente americano afirmou que o país não terá novas eleições nos próximos 30 dias, alegando que primeiro é necessário consertar o país para que ele “se recupere”.
Ao ser questionado sobre quem está no comando da Venezuela, Trump respondeu: “eu”.
Na noite de domingo (4), no Air Force One, ele disse: “Estamos no comando”. Durante uma coletiva de imprensa no sábado (3), o presidente já havia afirmado que os Estados Unidos vão administrar a Venezuela até que haja uma transição “adequada e sensata”.
O líder americano também sugeriu que Washington pode se envolver por mais tempo nos esforços das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética venezuelana, podendo levar cerca de 18 meses.
A entrevista foi concedida na segunda-feira (5), horas após o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, presos em Nova York, participarem de sua primeira audiência, onde se declararam inocentes das acusações relacionadas ao narcotráfico.
O juiz concedeu um pedido feito pelo casal de ser visitado por um representante do Consulado da Venezuela.
A audiência foi presidida pelo juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, um experiente magistrado que determinou que Maduro participe de uma nova audiência no dia 17 de março.
A Venezuela permanece em turbulência dias após Maduro e Flores, terem sido capturados por forças americanas em Caracas.
Delcy Rodríguez, aliada do ditador e vice-presidente do país, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.
Fonte: CNN