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Empresários do RS são investigados por fraude em sorteios de carros e lavagem de dinheiro

Polícia

29 de agosto de 2025

Empresários do RS são investigados por fraude em sorteios de carros e lavagem de dinheiro
Na manhã desta sexta-feira (29), a Justiça autorizou o cumprimento de 23 medidas judiciais em quatro cidades: São Gabriel, Cruz Alta, Ijuí e Lagoa Vermelha.
Foto: MPRS/Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio Grande do Sul investiga empresários de São Gabriel por suspeita de envolvimento em um esquema de sorteios fraudulentos de veículos pela internet. As revendas de carros dos investigados também seriam usadas para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Na manhã desta sexta-feira (29), a Justiça autorizou o cumprimento de 23 medidas judiciais em quatro cidades: São Gabriel, Cruz Alta, Ijuí e Lagoa Vermelha. Foram realizados 16 mandados de busca e apreensão em residências, revendas de veículos e no presídio de São Gabriel, além de sete ações cautelares, incluindo quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal, além de bloqueio de bens e ativos financeiros superiores a R$ 5,5 milhões.

Até o momento, 44 veículos foram identificados como parte do esquema, e 24 já foram apreendidos. Sete pessoas estão sob investigação: dois empresários do ramo de automóveis, dois traficantes (sendo um deles já preso) e três familiares de um dos suspeitos. Todos respondem por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, organização criminosa e crimes contra a economia popular.

Segundo o Ministério Público, os investigados realizavam sorteios online de veículos com pagamento de bilhetes via PIX. Após o suposto sorteio, vídeos de vencedores eram divulgados nas redes sociais, mas os carros não eram entregues e permaneciam circulando entre revendas ligadas aos próprios suspeitos.

A investigação teve início em janeiro de 2024, após informações recebidas pelo 2º Regimento de Polícia Montada da Brigada Militar, que apontavam movimentações suspeitas ligadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O Gaeco identificou que a organização criminosa utilizava empresas de fachada e diversas contas bancárias em nome de laranjas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Fonte: O Sul