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“Não havia qualquer prova”, diz Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina

Política

28 de março de 2025

“Não havia qualquer prova”, diz Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina
Jair Bolsonaro (PL) disputou o segundo turno das eleições presidenciais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não se sagrou vitorioso
Foto: ANDRé RIBEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) comemorou, nesta quinta-feira (27), o pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na investigação por fraude no cartão de vacinação contra a Covid-19.

“Hoje, a própria Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento do inquérito dos cartões de vacina. Depois de meses de manchetes, prisões arbitrárias, buscas e espetáculos, admitiram o óbvio: não havia qualquer prova contra mim”, disse Bolsonaro no X (antigo Twitter).

“O inquérito era frágil desde o início, mas serviu ao seu verdadeiro propósito: abrir caminho para dezenas de operações de pesca probatória, prender aliados de forma ilegal e abusiva, e tentar forçar meus ex-assessores a me implicar com mentiras”, prosseguiu.

A decisão também foi comemorada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, que faz parte da defesa do ex-presidente.

Há um ano, a Polícia Federal concluiu que o ex-presidente cometeu os crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos.

Porém, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, embora o tenente-coronel Mauro Cid tenha dito em sua delação premiada que Bolsonaro ordenou a ele que inserisse dados falsos de vacinação, não há provas que corroborem sua versão.

“Somente o colaborador afirmou que o presidente lhe determinara a realização do ato”, afirmou o procurador-geral. Gonet lembra que a lei ‘proíbe o recebimento de denúncia que se fundamente ‘apenas nas declarações do colaborador’”, citou.

“Daí a jurisprudência da Corte exigir que a informação do colaborador seja ratificada por outras provas, a fim de que a denúncia seja apresentada”, sustentou o procurador-geral. Cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar o indiciamento da PF, o parecer da PGR e decidir se arquiva ou não a investigação.

Fonte: CNN