Emater estima média de pouco mais de 30 sacas por hectare de soja em Não-Me-Toque
19 de março de 2025

A colheita de soja em Não-Me-Toque mostra um cenário preocupante. Em parte das lavouras a quebra chega ou supera 50%. O engenheiro agrônomo chefe do escritório da Emater de Não-Me-Toque, Vinícius Toso, em entrevista ao Grupo Ceres de Comunicação, comentou as projeções analisando a disparidade das chuvas que contribuíram para os números ruins nesta safra de verão 2024/2025.
De acordo com o agrônomo, a expectativa inicial era de uma produção na faixa de 66 sacas por hectare. Com a escassez hídrica, o potencial produtivo foi reduzido para 35 sacas por hectare. A média do ano passado ficou em 46,08 sacas por hectare. Na comparação da safra passada com a de 2024/2025 uma perda na ordem de 20%.
“Fazemos as projeções pelas safras passadas dos últimos cinco anos e a tecnologia que o produtor vai usar em cada município”, enfatiza Toso, a maneira que são projetados os números da safra de verão.
Um dos desafios da baixa produtividade é cobrir os custos de produção. Segundo Toso, a lucratividade “certamente não vamos ter”, afirma.
Falta de chuvas
Para o desenvolvimento ideal das culturas a falta de chuvas foi o aspecto principal para baixa produtividade de soja. No mês de fevereiro, por exemplo, choveu segundo a Emater, 84mm. Uma quantidade considerada insuficiente.
“A soja precisaria de 6 a 7mm diários. Então precisaríamos de 180mm, somente 1/3 da quantidade da água disponível para a planta fazer seus processos”, lembra.
O cenário foi ainda mais preocupante em janeiro, quando a precipitação foi de apenas 48mm de chuva em Não-Me-Toque.
Ouça a estimativa do potencial produtivo: