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Polícia acha sangue em veículo negociado entre suspeito e família desaparecida no RS

por Grupo Ceres
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Investigação aguarda exame de DNA para identificar se vestígios correspondem ao material genético de casal e adolescente que sumiram em junho

Dois meses após o desaparecimento da família de Roberto Terres em Colorado, no norte do Estado, a Polícia Civil aguarda os resultados de perícia para concluir o inquérito contra o suspeito Flávio Diefenthaler Martins, preso preventivamente no dia 14 de junho. A expectativa é de que um exame de DNA ajude a identificar se os vestígios de sangue encontrados no veículo que seria negociado entre a família e Diefenthaler correspondem ao material genético das vítimas.

A Polícia Civil encontrou o sangue por meio de exame feito com luminol no Fiat Strada que pertencia a Diefenthaler, suspeito de envolvimento no sumiço de Roberto Carlos Terres, 46 anos, da mulher dele, Márcia Cristina Johan Althaus, 50 anos, e da filha do casal, Maria Elizabeth Johan Terres, 15 anos. O veículo seria usado pelo suspeito para quitar um débito de R$ 20 mil com Terres. De acordo com o delegado Edson Tadeu Cezimbra, ambos possuem passagens policiais por envolvimento com tráfico de drogas.

No dia 24 de maio, Roberto Terres saiu de Carazinho em um Volkswagen Gol acompanhado da esposa, da filha e de um vizinho em direção a Colorado para buscar o Fiat Strada no sítio de Diefenthaler. Ao chegar ao local, a família foi recebida por diversos disparos. O vizinho teria sido o único a conseguir fugir do ataque sem ferimentos. Um dia depois do crime, ele teria procurado a Polícia Civil para relatar o caso.

— O vizinho alega que foi convidado para ir até Colorado para voltar a Carazinho dirigindo o outro carro, já que era uma picape e Terres estava com a família no outro veículo — explicou o delegado Cezimbra.

Um dia depois do sumiço da família de Terres, o Gol usado por eles foi encontrado incendiado na zona rural do município de Mormaço. No dia 14 de junho, a residência que Diefenthaler alugava em Colorado também foi incendiada. O sítio, que seria o local do crime, possuía sistema de câmeras de vigilância, mas o equipamento desapareceu.

— Enquanto minha mãe não aparecer, eu vou seguir na esperança que ela esteja viva — disse Cristian Jonas Johann, filho do primeiro casamento de Márcia.

Segundo Cristian, a mãe estaria em fase de reconciliação com Roberto Terres, de quem esteve separada por cerca de 10 anos. Apesar de Terres ter sido preso por tráfico de drogas em 2008, por seis anos, Márcia não sabia que ele estaria envolvido novamente com o crime.

Apesar das investigações da polícia apontarem para a morte da família, apenas o laudo do exame de sangue com o DNA das vítimas poderá confirmar realmente a participação de Diefenthaler no crime. Além disso, a polícia não descarta a possibilidade de que o depoimento do vizinho de Terres seja falso e de que possa ter envolvimento de outras pessoas no desaparecimento.

— O que quero é descobrir o que aconteceu. Achar os corpos e deixá-los em paz — comentou Oldomar Terres, irmão de Roberto.

Fonte: Rádio Gaúcha

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